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Mais um “Deus” no céu, o “Deus da Raça”

Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008 às 16:29

Como bons apreciadores do futebol, não podemos deixar de prestarmos a nossa homenagem a um dos maiores jogadores da história do São Paulo Futebol Clube.

Chicão, o “Deus da Raça”, veio a falecer nesta madrugada enquanto lutava contra o câncer.

Não tive a honra de vê-lo jogar. Apenas conheci seu futebol através de lances gravados e por depoimentos de outros torcedores. O conheci pessoalmente na festa da SPNet, em 2004, aonde não perdi a oportunidade de tirar uma foto com ele (logo mais postarei aqui no tópico) e agradecer por tudo aquilo que sempre ouvi falar sobre suas partidas e sua raça com a camisa do São Paulo.

Chicão,  é escalado por quase todos nós torcedores, quando fazemos aquela brincadeira de montar o melhor time do São Paulo de todos os tempos.

Valeu Chicão, e descanse em paz.

Abaixo reproduzo o texto do nosso amigo Damião, que se encontra lá na SPNet.

Corria o ano da graça de 1975. Num domingo ensolarado, 23 de maio, logo depois do almoço, o garoto, com o coração na boca do estômago, pega a sua bandeirinha do Tricolor que sua mãe havia feito de forma artesanal, na outra mão o radinho de pilha, e dirige-se pela primeira vez ao Morumbi, para assistir ao vivo e em cores, o seu recentíssimo amor – São Paulo Futebol Clube - jogar contra o Palmeiras, já campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista em que o Tricolor, além de sagrar-se campeão, fez até hoje a mais fantástica série invicta da história do Paulistão, com 39 partidas de invencibilidade.

O Tricolor vence de forma sensacional, com gol do verdugo Dom Pedrito Rocha, mas o garoto sai do estádio encantado com uma figura que vestia o manto de número 5 e que parecia um gigante dentro de campo. Tempos depois o garoto veio a saber que fora traído pela sua visão de criança que enxergou a altura do caráter daquele jogador e não sua estatura física verdadeira. Chicão era atarracado mas era baixo.

Francisco Jesuíno Avanzi, o Chicão! Meu primeiro ídolo Tricolor e personificação da raça e altivez dentro de campo.

Chicão encantava pela forma como se entregava dentro de campo, disputando a bola como se disputasse um prato de comida.

Em 1978, o garoto, já com seus 16 anos, viajou para Belo Horizonte e teve a honra e o prazer de ver uma das atuações individuais mais impressionantes de um jogador de futebol, que praticamente sozinho, no peito e na raça, comandou o Tricolor da conquista do seu título mais heróico e improvável da história, contra o sensacional e contagiante time do Atlético/MG, dentro de um Mineirão lotado pela massa atleticana.

Naquela tarde chuvosa de domingo, Chicão fez mais uma vez a moeda cair em pé e calou mais de cem mil pessoas, intimidando o jovem time do Galo e comandando de maneira espetacular o esforçado mas limitado time de guerreiros do Tricolor, na conquista do seu primeiro título brasileiro. A Taça do Brasil de 1977.

Em 1978, tendo o País se rendido à raça e valentia do guerreiro Tricolor, o garoto teve o prazer de ver seu ídolo na Copa do Mundo de seleções, ser escalado numa das maiores ‘fogueiras’ que pudesse ser enfrentada, para encarar, pela Seleção Brasileira, o time da Argentina, cujo atacante era o bad-boy, Luque, que apavorava e intimidava com sua catimba e violência, os seus infelizes marcadores.

Qual não foi a alegria do garoto quando Chicão, na primeira bola que disputou com Luque, recebeu uma peitada do valentão e, ao invés de se intimidar como esperava o argentino, deu-lhe um empurrão, enfiou o dedo na cara dele e transformou o lobo em cordeiro durante o restante todo da partida, comandando com sua tradicional valentia, o meio-de-campo do Brasil.

O garoto comemorou aquele lance como um gol. E foi verdadeiramente um gol de Chicão. Era assim que ele presenteava a torcida: com sua raça, sua valentia, sua altivez!

Chicão continuou encantando até 1979, quando foi ser ídolo no Atlético/MG que desde a perda do Brasileiro para o Tricolor, estabeleceu uma relação de ódio (inicial) e amor, com o nosso eterno Chicão.

Hoje aquele garoto, disfarçado em um senhor de meia-idade, recebe a notícia que seu grande e primeiro ídolo foi vencido, em sua última batalha.

O garoto voltou no tempo e chorou por um momento, mas ao escrever esse texto, seu coração novamente se alegra, pois vai guardar de Chicão, as doces lembranças de quando seus heróis enfrentavam os alemães e seus canhões e enchiam seu coração de alegria.

Fique com Deus.

Descanse em paz, Guerreiro!

Francisco Jesuíno Avanzi (Chicão) – volante – 1973/1979
Jogos pelo Tricolor – 312 (142 vitórias, 111 empates 59 derrotas)
Gols marcados - 19

Por Damião Márcio Pedro

Cafu gato?

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008 às 0:23

Ouvindo a transmissão do jogo Corinthians x Bragantino, na Rádio CBN, fiquei surpreso com o comentarista Daniel Piza que afirmou que o lateral-direito Cafu teria dois anos a mais que o divulgado oficialmente: 38 anos.

O narrador Deva Pascovich também estranhou. Piza tentou corrigir sua declaração e soltou “essa é uma informação que recebi de alguns jogadores de Seleção”.

O que você torcedor acha disso? Cafu é gato? Cafu parece gato? Você desconfia de outros jogadores?

Complemento da Informação (25.09.2008 10:08)
Daniel Piza me respondeu o email enviado ontem após o jogo.
Segue a resposta abaixo na cor azul.

Oi André, ouvi essa informação de um grande jogador da seleção contemporâneo de Cafu. Não posso dizer o nome porque ele me contou num momento particular, não em entrevista. Abs. Daniel

Opinião do blogueiro
Uma afirmação/informação um tanto quanto arriscada para ser levada ao ar.

Primeiro por se tratar de um jogador cinco vezes campeão do mundo e continental (2 pelo Brasil, 2 pelo São Paulo e 1 pelo Milan), além de outros 27 títulos como o Campeonato Italiano, Copa das Confederações, Campeonato Paulista e outros que você confere clicando aqui.

Porém, para uma divulgação desse tamanho, imagino que o jornalista tenha uma prova muito forte do que falou. Até mesmo para caso ele venha a ser processado pelo capitão do penta.

O encontro com seu ídolo

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008 às 23:03

Desde criança sempre tive vontade de conhecer meus ídolos do futebol pessoalmente.

Alguns eu já tive o prazer de encontrar, tirar foto, pedir autógrafo… Mas e naquele momento que você tem o contato pela primeira vez?

Ele está ali, a 2 palmos da sua cara….Qual a sua reação???

A minha acho que é a mesma que de quase todas as pessoas. Simplesmente não consigo falar NADA! Parece que todas as palavras somem da minha boca, me deixando totalmente sem reação.

E para o ídolo, sua reação é a mesma que dos outros… Se tiver um novo encontro ele nunca vai lembrar que vocês já se encontraram algum dia…

Essa reação engraçada eu acabei encontrando no Youtube. Um video muito legal aonde me vi como o filho do Costinha.

Vale a pena conferir: