Artigos postados na categoria ‘Dinheiro’

Tecle 1 para ajudar

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008 às 9:32

A diretoria do Náutico encontrou uma maneira diferente para arrecadar fundos para obras de melhoria em seu centro de treinamento.

O torcedor timbu poderá ajudar através de uma doação cobrada junto da conta de luz.

É isso mesmo. Ele liga para um determinado número de telefone e escolhe o valor da contribuição. Pode ser R$ 1, R$ 5 ou R$ 10 mensais.

Além disso, alguns encontros de torcedores são realizados no local. No próximo sábado acontece um almoço com feijoada e muito chopp. O objetivo? Arrecar dinheiro para obras e homenegear um grupo de torcedores que doaram paralelepípedos para o estacionamento. Os ingressos custam R$ 20.

INGRESSO “FÁCIL”

Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008 às 18:01

Já não é de hoje que eu me deparo com os problemas de uma das empresas do grupo BWA.

Me lembro que em 2005, um dos sócios da empresa, meu xará - Bruno, entrou em contato comigo para me dar  algumas explicações (ou melhor, tirar a empresa da reta), quando reclamei publicamente sobre a falta de  estrutura que a Ingresso Fácil dispõe para o torcedor. Naquele momento, era pela falta de  comprometimento com os horários do início de venda dos ingressos da final entre São Paulo x Atlético-Pr,  entre outros problemas de organização.

Sexta me espantei com a notícia que recebi através de um amigo sobre a parceria entre a Ingresso Fácil e  a Caixa, e logo pude vê-la no site da própria empresa, aonde no meio de tantas denúncias de ingressos  falsos e facilitação de venda para cambistas, seja pelos jogos aonde a empresa é responsável pela venda  ou não, eles estão lançando um serviço de venda de ingressos nas casas lotéricas, aumento assim o pontos de venda e dificultando ainda mais as investigações sobre estes casos.

No comunicado presente no site (http://www.ingressofacil.com.br/Informativo_Caixa.asp), o serviço�
 funcionará da seguinte maneira:

O “benefício” para o torcedor será arcado por ele mesmo, através de uma taxa de R$15,00 por cartão adquirido. Sem este cartão, não será possível a compra dos ingressos nas casas lotéricas.

Lá também diz que ao efetuar uma compra, independente da quantidade de ingressos será cobrado uma taxa de R$2,50. Uma taxa baixa, é verdade. Um valor menor que uma “ida-e-volta” de ônibus até uma lotérica. Mas acredito eu, que poucas pessoas não tem uma lotérica por 10 minutos a pé de suas casas.

E as Lotéricas, os principais afetados dessa inovação toda?

Nesta semana perguntei para três donos de lotérica sobre essa parceria, e os três não sabiam nem do que se tratava. Ou seja, venderão um serviço a força, pois pelo visto não teve nem uma votação entre eles para saber se aceitariam ou não fazer essa venda. E ainda, o quanto será que eles estarão recebendo desta taxa de R$2,50, para venderem os ingressos em suas lojas?

Como terão sua segurança para receber torcedores de diferentes times num mesmo dia? Como será o sistema utilizado por eles para venderem os ingressos? Serão do mesmo porte do existente de hoje que inúmeras vezes não funcionou na bilheteria dos estádios, e que os vendedores de ingressos só não apanharam porque ficam atrás de um belo concreto, ou janelas com grades?

Lá diz que é um sistema que vem sido desenvolvido há três anos, e que poderemos contar com a credibilidade de mais de 20 anos da empresa no mercado.

Pelo visto eles vão jogar tudo que tem hoje no lixo? Porque o site deles é brincadeira de mau gosto.

Hoje passei o dia todo com o atendimento da Ingresso Fácil para saber o porquê que eu não estava conseguindo comprar meu ingresso de Sócio Torcedor do São Paulo, para o jogo de São Paulo e Náutico. 

Liguei pela primeira vez as 8:50hs, fui muito bem atendido pela funcionária, que pediu meu telefone e me retornaria após verificar o que estava ocorrendo.

Me ligou 10 minutos mais tarde, para me informar que logo mais durante o dia eu estaria conseguindo comprar, pois era um probleminha no sistema.

O dia foi passando e nada. Falei com mais 3 atendentes, e até com uma pessoa responsável pelas manutenções do sistema. Ninguém sabia o que se passava.

Quando foi as 16:30hs, liguei novamente para saber o que deveria fazer adquirir meu ingresso. Uma atendente, a 4ª do dia, me disse os ingressos para ST, não podem ser adquiridos através do site nos dias de jogos, somente até um dia antes.

Ou seja, ninguém lá dentro sabe das regras para venda de ingressos, e nem o site atual está preparado para isso. Pois disponibiliza a venda, porém com erros que não efetivam a compra, deixando o torcedor,  que nem tonto.

O mesmo já estava ocorrendo com o cartão do sistema muti-revolucionário. Tentei comprar o meu até ontem, pois mesmo crítico ao assunto, pretendo ver como será o real funcionamento do sistema, e se ele terá as características descritas pelos seus idealizadores no comunicado. Na tentativa de compra, no momento em que era feita a validação bancária, era exibido um erro, informando que seu endereço não conferia com o  endereço que estava cadastrado no seu banco / cartão.

Meus amigos dizem que vão esperar até 2014 para isso entrar nos devidos eixos. Eu mesmo já perdi as  esperanças, pois a empresa tem 20 anos, e problemas ridículos são facilmente encontrados em um dos seus principais pontos de venda, o seu próprio site.

Xará, o espaço é seu para os questionamentos que fiz acima. Caso queira entrar em contato novamente, será um prazer.
Obs. Ainda queria saber o porquê na sessão de links do site, aparece o site da BWA e o do Palmeiras. Vai entender?!

Dirigentes do Hamburgo ainda estão no Brasil para fechar com outro jogador

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008 às 9:00

O diretor de futebol e o médico do clube alemão, após fechar a contratação do zagueiro Alex Silva, ainda se encontram no Brasil para fechar mais uma contratação.

 O jogador da vez seria Thiago Neves.

A proposta do Hamburgo gira em torno de 7,5 milões de euros, por 80% dos seus direitos federativos enquanto os outros 20% ficariam com seu empresário Delcir Sonda, que hoje detem 66% do passe do atleta.

Os dirigentes pretendem fechar a negociação ainda hoje, já que amanhã estariam retornando para a Alemanha.

Além do Hamburgo, Thiago Neves têm propostas do Atlético de Madrd (Espanha), Manchester City (Inglaterra) e Lokomotiv (Rússia).

Mais sobre o “crime” contra o torcedor brasileiro

Terça-feira, 8 de Julho de 2008 às 0:09

Retirado do site da revista Placar. Quem gostou e quiser ler mais a respeito, compre a revista nas bancas. Vale a pena.

 Profissão: Cambista

A história e os esquemas de Campo Grande, sujeito “gente boa” que ganha (muito) revendendo ingressos ao torcedor brasileiro

Por Thiago Braga, especial para Placar

Campo Grande é cambista há 31 anos. Nascido na favela do Barbante, em Campo Grande, no Rio de Janeiro, herdou do bairro o apelido que carrega até hoje. Começou no ramo cambista ainda na adolescência.

Campo Grande mora na capital paulista há 21 anos. E fica acanhado quando perguntamos quanto fatura. “Tiro o suficiente para sustentar cinco filhos.” Mas quanto é isso? “Em média, 2500 reais por mês, porque é tudo relativo. Tem mês que estoura e eu ganho muito, mas tem outros que é fraco.”

Também já passou por muitos apuros, como ser espancado na porta do Pacaembu e ser detido. “Estava no Pacaembu para comprar ingressos para Corinthians x River, pela Libertadores de 2006. Quando me deram os ingressos, a torcida do Corinthians viu que eu era cambista e veio para cima. Me espancaram e quebrei o maxilar. Fiquei um mês sem poder falar.”

As histórias vão saindo naturalmente. É assim que Campo Grande conta como era o trabalho antigamente. “Pegava 200 ingressos direto das mãos dos bilheteiros, sem pagar. O que eu vendesse, dividia com o bilheteiro. O que sobrava eu tinha que devolver até o fim do primeiro tempo”. Ele garante que o método não existe mais. “Se ainda existisse, eu estaria envolvido, porque é um negócio muito bom.”

NO RIO É MAIS FÁCIL

Ele diz que no Rio de Janeiro as coisas são mais fáceis. “Lá, as minhas fontes têm esquemas dentro dos clubes. A verdade é que esse esquema interessa aos clubes. Aqui mesmo, no Morumbi, a diretoria do São Paulo fala que a capacidade do estádio é de 75000 pessoas. Mas eu garanto que cabe mais.

No mínimo, 80000. E por que eles fazem isso? Para ter que dar menos ingressos para os times visitantes”, diz. “Estão fazendo dois ingressos com o mesmo número de série. Eles são chamados de ‘seguidinha’ e não são falsos. Ingresso falso é outra coisa. Esses ingressos entram e passam [na catraca]”, diz.

O assessor especial da presidência do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, reconhece que no Morumbi cabem mesmo 80000 pessoas. Mas esclarece que os órgãos públicos só permitem a venda de 72000 ingressos. Diz que já ouviu falar da “seguidinha”, mas acredita que ela não ocorra.

Em muitos lugares do mundo, cambista é profissão. Eles se organizam em associações e são fiscalizados. No Brasil, por iniciativa do Ministério Público de São Paulo, discute-se desde 2005 a classificação do cambismo (venda informal de ingressos) como crime em nossa legislação, o que, para o MP, poderia tornar a repressão mais forte.

Hoje, a venda informal de ingressos não tem classificação específica no Código Penal. “O que eu faço é vender comodidade para os meus clientes. Sou um mal necessário”, acredita Campo Grande, o Big Field.

O ESQUEMA

Com a Lei 10741, ficou instituído que maiores de 60 anos teriam direito a meia-entrada nos eventos esportivos.

“Vou na segunda-feira, antes de um jogo importante, até a esquina das ruas Dom José de Barros com a Barão de Itapetininga [centro de São Paulo]. Chego por volta das 6 da manhã”

“Encontro vários velhinhos, que são aqueles que ficam o dia inteiro segurando placas de ‘compro ouro’, ‘vendo atestado médico’. Sabe quanto eles ganham para ficar lá o dia inteiro? Dez reais, mais o almoço”

“Alugo uma van, pego uns 40 velhinhos e pago 20 reais para ficarem 40, 50 minutos lá, até conseguirem o ingresso. Como idoso não pega fila e paga meia-entrada, é aí que ganho meu dinheiro e poupo tempo”

“Sei que estou corrompendo eles, mas pior é o governo, que não faz nada. Eles precisam de trabalho”.

Confiram também os nossos outros posts sobre o assunto:

- E a palhaçada continua

- O golpe dos Ingressos

Dinheiro do Inquilino - Parte 2

Quinta-feira, 5 de Junho de 2008 às 16:05

O Departamento Financeiro do São Paulo está feliz da vida. O Motivo? O reajuste de preços dos ingressos para o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Corinthians e Sport.

Como o aluguel do Morumbi é cobrado de acordo com a arrecadação da bilheteria, a diretoria são-paulina, que esperava arrecadar R$ 150 mil nesse jogo, viu esse valor aumentar para impressionantes R$ 338 mil.

De acordo com informação apurada com dois funcionários que trabalham no setor administrativo do clube, o custo de operação para um jogo como o de quarta-feira, com o estádio lotado, fica em torno de R$ 30 mil.

Esta é a média de despesas com água, energia elétrica, funcionários de limpeza terceirizados e reforço de pessoal que cuida da segurança do clube.

Dinheiro do Inquilino

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008 às 10:56

R$ 126 mil. Esse é o valor bruto que o São Paulo tem a receber do Corinthians por ter alugado o Morumbi para o jogo desta quarta-feira diante do Botafogo.

Como os corintianos devem comprar todos os ingressos para o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, a expectativa do departamento financeiro do Tricolor é que outros R$ 150 mil entrem no caixa são-paulino na próxima semana.